O Fio da Poesia | Paula Taitelbaum

Salvem as palavras extintas
Flertes, bordões, reclames
Slacks ou brim curingas
Salves as meninas de família
Com seus broches, berloques
Anáguas e mobílias
Salvem o religo cuco
A escarradeira, os carpins
O flit e anão de jardim
Salvem a avos de antigamente
Suas histórias
E seus pingentes
Salve a despensa
O rolo de massa e o de cabelo
O colecionador de maços e o de selos
Salvem tudo que não existe mais
Porque ainda gosto de olhar para trás.

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