O Fio da Literatura | Mário Bortolotto | Bagana na Chuva.

” Nada mais é permitido.
Vivemos a era do nada é mais permitido.
Engraçada e triste essa era. Não se pode entrar nos lugares tomando cerveja, não se pode fumar em determinados lugares. Eu não fumo, mas acho uma imbecilidade atroz esse negócio de leis anti-fumo.
Não se pode encostar na escada, não se pode andar sem crachá. Não pode mijar de porta aberta em um bar onde nenhuma garota tem coragem de entrar.
Não dá pra estacionar o carro sem um imbecil de um flanelinha venha encher o saco. Nada é permitido. Devemos sair na rua perguntando afinal o que pode fazer antes que um segurança brutamontes resolva nos encher o saco. Antes que um panaca com o QI risível resolva exercer sua autoridade. Como ele deve ser sentir bem com esse poder que ele tem fazer cumprir a lei.
Odeio seguranças. Já fui expulso de tantos lugares que perdi a conta. Houveram vezes mais amenas, como na noite que estava quase comendo um linda garota, e o segurança até que legal… nos convidou para sair e lá fora pediu desculpas. Eu não reagi. Naquela noite eu estava particularmente feliz.
As pessoas não enlouquece.
Vivem no seu mundinho politicamente correto julgando aqueles que saem da linha, dos que não aceitam dançar qualquer som abjeto.
É um mundo besta pra caralho esse que a gente vive”.

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