Navalhadas Curtas: Pleito, Parachoque e a cara dura !

Despertar num domingo ao som de jingle partidário ou música de gosto duvidoso, com um agravante do volume que fazem os tímpanos pedirem demissão?
Não tem preço.
É a eleição.
Tento manter o bom humor enquanto a música se esvai ou se vai lentamente pelas ruas apinhadas de iludidos votantes.
Depois de um bom café estou novo em folha.
Sigo o meu destino e vou na localidade para realizar o voto, minha pálida tentativa cívica.
Estou estacionando o carro e um cidadão que não olhou para nenhum lado e arrancou o seu veiculo na minha frente naturalmente raspando o para-choque do meu.
Consigo estacionar, então o visível “cidadão de bem” baixa o vidro do seu carro diz: não te preocupa não negrão, não foi nada…pra mim, tchau pra ti!
E arrancou o veículo.
Respirei profundamente, então desci para verificar o estrago!
Aquele parachoque já havia sofrido um dano de algum desconhecido estacionando “corretamente”. Porem ao olhar o mesmo…ele estava agora perfeito, novinho mesmo.
Ele estava meio deslocado para esquerda e com o impacto de hoje ele voltou para o local correto, e nesta a coisa ficou zero a zero!
Chego a “zona” eleitoral e a sessão estava jogada as moscas. Ninguém, apresento a documentação e estou ai votando… mas álcool em gel não existia, era um silencio de velório, que dava a impressão que não estava acontecendo nada la fora.
Retorno ao veiculo e ali tem um destes caras com bandeiras, santinhos e outras bugigangas encostado no veículo. Pedi licença ele fica me olhando quando abro a porta ele se da conta que sou o proprietário! Fiz de conta que não entendi.
Então saiu…um opa, opa… desculpa ai senhor! Sorri amarelo.
E fui saindo devagar, tentando não esbarrar em ninguém.
Alguns problemas se solucionam por si só mas outros simplesmente não tem jeito.
Fio da Navalha.

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